O plano de conserto do CPAP da Philips pode levar um ano para ser concluído | Levin Papantonio Rafferty - Advogados de Lesões Corporais

O plano de conserto do CPAP da Philips pode levar um ano para ser concluído

O relatório trimestral da Philips oferece palavras encorajadoras de que o programa de reparo e substituição de CPAP da empresa está "em andamento". Alguns usuários terão que esperar até um ano para se beneficiar do plano, continua o relatório.

A empresa informa ainda que já produziu cerca de 750,000 mil aparelhos de reposição e kits de reparo. Mais de 250,000 estão realmente nas mãos dos consumidores.

A demora no recebimento de novos dispositivos tem sido um ponto de frustração para os usuários.

Promessas quebradas ou muito atrasadas

A Philips indicou que consertaria máquinas DreamStation perigosas de primeira geração, substituindo por novo material a espuma de redução de som defeituosa nos dispositivos originais. Em junho de 2021, a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA anunciou o recall de milhões de aparelhos Philips de pressão positiva em duas vias (PAP de dois níveis), pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) e ventiladores mecânicos. A agência governamental classificou isso como um recall de Classe I, que é o tipo mais sério de recall reservado para produtos que podem causar ferimentos graves ou morte.

Este recall voluntário resultou de descobertas de que a espuma de redução de som, um material de poliuretano à base de poliéster, pode degradar. Partículas ou produtos químicos da espuma podem entrar nas vias aéreas da máquina, onde os usuários podem inalar ou ingerir toxinas e possíveis carcinógenos.

A espuma de redução de som com defeito existe apenas nas máquinas DreamStation de primeira geração da Philips. Curiosamente, a empresa lançou seus dispositivos DreamStation 2 semanas antes do recall.

Embora a Philips tenha se comprometido a substituir a espuma perigosa, a empresa pareceu concentrar os esforços no aumento da produção de unidades DreamStation 2.

Philips na cadeira de rodas legal para dispositivos CPAP com defeito

A Philips está se mantendo bastante ocupada atualmente. A empresa não está apenas lidando com a produção e distribuição de kits de reparo e dispositivos de reposição para seus produtos de CPAP, mas também está lutando contra vários processos judiciais. De acordo com reclamações em ações coletivas e ações judiciais individuais, a Philips sabia ou deveria saber que a espuma de redução de som nos aparelhos CPAP, Bi-Level PAP e ventiladores mecânicos da empresa apresentavam riscos à saúde. Ainda assim, o Manual do Usuário CPAP para a família de produtos DreamStation de primeira geração falhou em alertar os consumidores sobre esses riscos.

Além disso, as ações judiciais apontam que, quando a Philips fez o recall desses dispositivos médicos, a empresa o fez sem um plano de como os usuários que dependiam dos produtos tratariam suas doenças.

Alegações de ação coletiva Philips CPAP

O advogado da ação coletiva apresentou as alegações do querelante em um comunicado à imprensa da PR Newswire. A denúncia alega que a Philips estava ciente dos riscos à saúde da espuma de redução de som “muito antes” de emitir um recall voluntário dos dispositivos que usam a espuma. Por anos, a reclamação continua, os usuários do dispositivo reclamaram com a Philips sobre a presença de partículas pretas em seus CPAP, PAP de dois níveis e máquinas de ventilação mecânica. Apesar desses avisos, a empresa supostamente não alertou o público sobre o problema e seus riscos inerentes.

Por último, mas não menos importante, a ação coletiva alega que a Philips cronometrou o recall de seus dispositivos DreamStation de primeira geração com o lançamento de sua família de produtos DreamStation 2. Os demandantes acusam a Philips de buscar se beneficiar financeiramente de suas máquinas defeituosas, forçando os usuários a comprar os novos dispositivos, em vez de repará-los ou substituí-los.